Zeniude Pereira: a força da cena amapaense que se torna ancestral
O teatro amapaense carrega, a partir de hoje, uma homenagem que atravessa o tempo: o lançamento do I Banco de Texto Teatrais do Amapá Zeniude Pereira, iniciativa do Grupo Movimento Cultural Desclassificáveis que foi contemplado pelo EDITAL 02/2024 - FOMENTO - MULTILINGUAGENS - MESTRE GUIGA MELO (IN MEMORIAM). Através da Lei Complementar no 195/2022 - Lei Paulo Gustavo- promovido pela Prefeitura de Macapá através da Fundação Municipal de Cultura- Fumcult.
Zeniude Pereira, que ancestralizou, e nós deixa um legado profundo como dramaturga, diretora e mulher de seu tempo. Sua trajetória é marcada pela criação de narrativas que costuraram memórias, afetos e resistência, trazendo à cena personagens e mundos que nascem das vivências coletivas e das forças que vêm de longe — da terra, da rua, do sagrado e da ancestralidade amazônica.
Artista de energia vibrante, Zeniudes transformou palco em lar e palavra em ritual. Sua obra dialogava com as urgências de seu povo, preservando a memória cultural amazônida e projetando o teatro amapaense a um lugar de grande expressão e inventividade.
O Banco de Texto Teatral que hoje recebe seu nome busca preservar, difundir e estimular novas dramaturgias no Estado, reverenciando Zeniudes como referência maior de criação, pesquisa e direção. A iniciativa reconhece a importância de manter viva sua contribuição, garantindo que novas gerações possam acessar, estudar e se inspirar em sua escrita, que foi também gesto político e poético.
Ancestral, Zeniude segue iluminando caminhos, guiando artistas, e lembrando que o palco é espaço de memória, cura e reexistência.
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