O Coração que Move a Avenida: A Força da Bateria no Carnaval Amapaense
Ajustes são necessários para que a evolução aconteça de forma permanente
A bateria é o coração de uma escola de samba. É ela que dita o compasso, marca o pulsar da agremiação e conduz cada passo na avenida. Sem uma bateria firme, afinada e harmoniosa, não há evolução que se sustente.
Na noite de abertura do carnaval amapaense, ao assistir aos desfiles da Macapá Boêmios do Laguinho e da Maracatu da Favela, ficou evidente o quanto esse fundamento já é compreendido por algumas agremiações há muito tempo. O que mais me chamou atenção foi a performance da Emissários da Cegonha. No meio da bateria, a presença de Carlinhos Bababá — figura conhecida e respeitada — trouxe uma identidade própria ao pulsar, fortalecendo a cadência e a vibração da escola.
Que me perdoem os que estão chegando agora, mas é preciso dizer: bateria com muitos breques perde o compasso e compromete a harmonia. O excesso de interrupções pode até impressionar, mas quebra a fluidez, prejudica a evolução e enfraquece o conjunto.
Fica o registro: na abertura do carnaval amapaense, a bateria se destacou — não apenas como espetáculo, mas como ponto de reflexão. Ajustes são necessários para que a evolução aconteça de forma permanente e para que o coração da escola continue batendo forte na avenida.
Qual é a sua reação?