José Vagalume dos Santos um dos pilares do carnaval amapaense

Resgatar sua história é reconhecer que o carnaval amapaense não nasceu por acaso

Feb 16, 2026 - 16:39
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José Vagalume dos Santos um dos pilares do carnaval amapaense
Arquivo Pessoal


O carnaval do Amapá é feito de memória, resistência e personagens que ajudaram a construir a identidade cultural do nosso povo. Entre esses nomes está José Vagalume dos Santos, figura central na organização e consolidação das primeiras agremiações carnavalescas de Macapá.
Origem e trajetória


José Vagalume dos Santos nasceu em 20 de julho de 1922, em Minas Gerais. Ainda criança, aos seis anos de idade, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde cresceu e teve contato direto com a efervescência do samba e das escolas que já despontavam como grandes expressões culturais populares.
Mais tarde, durante o governo de Janary Nunes, Vagalume chegou a Macapá para trabalhar. Trouxe consigo a experiência do carnaval carioca e tornou-se um dos principais idealizadores do carnaval amapaense, atuando na fundação de escolas de samba e na organização de baterias, contribuindo diretamente para estruturar o modelo de desfile que conhecemos hoje.
Blocos e fundações históricas

Ao lado de nomes como Mestre Bené e Mané de Souza, participou da fundação do bloco de sujos Bandoleiros da Orgia. Também esteve envolvido na criação do bloco Tricolores da Folia, experiências que fortaleceram o movimento carnavalesco local.

Segundo registros e relatos da época, foi a partir dessa mobilização que, em 1957, consolidou-se a fundação da escola de samba Maracatu da Favela.

A fundação ocorreu na casa de Dona Gertrudes, com a presença de Eitor Picanço, Cadico, Mestre Biló, entre outros pioneiros. Contudo, as narrativas históricas apontam que a principal iniciativa partiu de José Vagalume dos Santos, que articulou os primeiros passos da agremiação.
Legado.


José Vagalume faleceu em 02 de janeiro de 1996, mas deixou um legado permanente na história cultural do Amapá. Seu trabalho ajudou a consolidar o carnaval como espaço de organização comunitária, identidade popular e expressão da memória afro-amapaense. Resgatar sua história é reconhecer que o carnaval amapaense não nasceu por acaso, ele foi construído por homens e mulheres que acreditaram na força da cultura como instrumento de pertencimento e resistência.

Fonte: Família; Cartilha Samb-Aba; Historiador e escritor Carlos Piru.

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João Ataide João Ataide, reporte e administrador do Portal O Viajante.