Trânsito é interrompido no Curiaú após circulação de carretas agravar danos na AP-70
Moradores afirmam que a situação se agravou nas últimas semanas.
A comunidade quilombola do Curiaú enfrenta mais uma agreção em seu territorio, na tarde desta quarta-feira, 27, uma nova situação de risco provocada pelo tráfego intenso de carretas na AP-70. A circulação de veículos pesados, que já é motivo de preocupação antiga entre os moradores, levou ao bloqueio emergencial da estrada, visando evitar acidentes e preservar a integridade da via.
Segundo relatos, a pista — que não foi planejada para suportar o peso de grandes cargas — apresenta deterioração acelerada, com trechos esfarelados e risco constante para quem precisa trafegar diariamente pela região.
Moradores afirmam que a situação se agravou nas últimas semanas. Em mensagens enviadas à redação, eles denunciam a falta de fiscalização adequada na AP-70 e pedem a instalação urgente de um posto da Polícia Rodoviária na entrada do ramal Farinha Seca para controlar o fluxo de carretas.
Além disso, há registros constantes de rachas de motoqueiros aos domingos, aumentando o perigo na rodovia. Ainda nesta tarde, às 17h39, moradores fotografaram novamente carretas trafegando próximo à comunidade de Curicaca.
A população relembra também um acidente com vítimas fatais ocorrido meses atrás, episódio que marcou profundamente a comunidade. Mesmo assim, o trânsito de veículos pesados voltou à normalidade, reacendendo o medo e a insatisfação.
Outro ponto destacado pelos moradores é o grande fluxo de jovens — tanto homens quanto mulheres — que utilizam a estrada diariamente, elevando a preocupação com a segurança no local.
Diante do quadro, a comunidade cobra ações imediatas do poder público para garantir segurança viária, proteção ao território tradicional e respeito à vida dos moradores. Para eles, a situação chegou ao limite.
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