Elifaz Oliveira Magave 77 Anos, Nascido em 25 DE Abril de 1943

Ele é natural de Amapá, nasceu na comunidade do Ramudo num lugar chamado de Trindade. E se criou, como ele diz onde é a colônia dos pescadores de Amapá.

Elifaz Oliveira Magave 77 Anos, Nascido em 25 DE Abril de 1943
ELIFAZ OLIVEIRA MAGAVE, 77 ANOS NASCIDO EM 25 DE ABRIL DE 1943
Elifaz Oliveira Magave 77 Anos, Nascido em 25 DE Abril de 1943
Elifaz Oliveira Magave 77 Anos, Nascido em 25 DE Abril de 1943
Elifaz Oliveira Magave 77 Anos, Nascido em 25 DE Abril de 1943
Elifaz Oliveira Magave 77 Anos, Nascido em 25 DE Abril de 1943
Elifaz Oliveira Magave 77 Anos, Nascido em 25 DE Abril de 1943
Elifaz Oliveira Magave 77 Anos, Nascido em 25 DE Abril de 1943

Ele é natural de Amapá, nasceu na comunidade do Ramudo num lugar chamado de Trindade. E se criou, como ele diz onde é a colônia dos pescadores de Amapá. Pai de 8 filhos, sendo 2 homens e 6 mulheres, casado com Ana Maria Tavares Cordeiro, mas teve um casamento anterior com Luíza Vilhena dos Santos. Uma trajetória de vida dedicado aos costumes e tradições de Amapá, uma referência que foi personagem de uma matéria do Globo Repórter na década de 80 no Sucuriju.

Um contador de história, causos e piadas, passou 20 anos trabalhando na Guiana Francesa e diz não ter lugar melhor que o Amapá para viver. Na Guiana trabalhou na pesca e trabalhou numa grande empresa que abriu caminho para erguer os postes de transmissão de energia elétrica, tempo de muito aprendizado. Quando veio de cayene, passou direto para Macapá onde foi trabalhar na ICOMI lá permanecendo por um ano pedindo desligamento por já estar longe da família e precisava viver na sua cidade perto dos filhos.

Quando retornou ao Amapá voltou para profissão de pescador e diz que foi de onde tirou tudo o que tem: gado, terreno, tudo o que tem foi da pesca. Tem orgulho de dizer que os filhos são formados e são professores e diz que o maior investimento é educar os filhos. Na vida olhando de fora pensa que tudo é lindo, mas na vida de Elifaz para olhar e ver sua trajetória tem alguns episódios que não esquece e que lhe serviram de aprendizado: "Quando retornei para o Amapá, cheguei sem nada e comecei do zero, minha casa pegou fogo, minha senhora estava na casa do vizinho, triste, pedir e disse - Deus nos tirou e vai nos dar de novo. Viajei muitas vezes para Cayenne levando passageiros e minha vida não foi de tudo fácil, eu sou um pescador de coração foi de onde iniciei minha vida, hoje estou sem forças, não posso fazer mais nada", nesse momento seu Elifaz chorou.

ELIFAZ é um pai que dar a criação com exemplo, como ele diz: “eu tenho só a primeira série e minha escola foi o mundo, dessa forma ensinei meus filhos”. - Uma festa Fronteira o delegado Valfredo Barata, viu o seu filho, meio brabo e falou para ele ir para casa, em resposta Codinho mandou tomar naquele lugar. O delegado mandou prender e quando foi noutro dia o seu ELIFAZ passando pela frente da delegacia o delegado deu, bom dia e, perguntou se ele sabia o que acontecera e seu ELIFAZ disse não. O seu filho tá! Preso aqui, mas eu vou já soltar, o que ele fez?

Me mandou tomar naquele lugar!

Em resposta seu ELIFAZ disse - dobra para 48h, para ele aprender a respeitar.

Em suas lembranças relata os nomes dos pescadores antigos já falecidos de Amapá para que sejam lembrados como os pioneiros desbravadores da pesca do ofício de Amapá: Armando, negrão Acelino, Cantuário, Raimundo Sarapeca, Didi Figueiredo, Zeca Figueiredo, Olímpio, Felipe, Hermenegildo, Marino, Antônio Miranda, Raimundo Miranda, Adélio Miranda, Marcelino Figueiredo, Cisino, Abel, Ezequiel pai do Território, Antônio Borges, Manezinho Borges, Miguel, Capitão, Moacir (tucupi), Cedor, Antônio Ezaias, Pedro e Raimundo Ezaias, e tantos outros que a lembrança já não alcança.

“A história coletiva se faz dos pequenos fragmentos, dando conhecimento do individual para os que aqui chegarem ter um referencial”, João Ataíde o viajante, Alcimar Monteiro e rede de comunicadores de Amapá.