A criação do Exército Defensor do Amapá

Chegando próximo a uma data histórica, que diretamente aconteceu no município de Amapá, antecipando ao dia 27 de dezembro o viajante reanima a pesquisa de Cel CLÁUDIO MOREIRA BENTO Historiador Militar e Jornalista,

 A criação do Exército Defensor do Amapá
Clevelândia do Norte, foto João Ataíde

 A criação do Exército Defensor do Amapá

Presidente e Fundador da Federação de Academias de História Militar Terrestre do Brasil (FAHIMTB),do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS) e da Academia Canguçuense de História (ACANDHIS) e sócio benemérito do Instituto de História e Geografia Militar e História Militar do Brasil (IGHMB) e do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) e integrou a Comissão de História do Exército do Estado- Maior do Exército 1971/1974. Para que Amapá que o Amapá não conheça passe a se interagir por essas datas, sendo coincidência ou não o pelotão da Polícia Militar de Amapá (PMAP) que dar segurança ao município é a 3ª.

No curso da disputa pela posse do domínio do Contestado, o Triunvirato criou o Exército Defensor do Amapá, sem nenhuma ligação com o Exército Brasileiro, então voltado para combater a Guerra Civil no Sul, 1893-95 e a Revolta na Armada, 1893-94. O Exército do Amapá foi criado em 27 de dezembro de 1894 pelo Triunvirato do Amapá nos seguintes termos: “O Triunvirato do Amapá, eleito pelo povo, decreta o seguinte: 1º - Fica criado o Exército de Infantaria, defensor do Amapá, composto de 4 batalhões com 4 companhias cada.

2º - É nomeado General Comandante Geral do Exército, o Sr. Francisco Xavier da Veiga Cabral.

3º - São nomeados oficiais (seguia-se a relação de todos)”. Os oficiais foram diplomados. O 1º Batalhão era comandado pelo Coronel Antônio C. Vasconcellos e tinha por Estado-Maior o Tenente-Coronel Bernardo Batista da Silva, Major fiscal Raimundo Marcelino do Amaral, Capitão Ajudante Antônio de Carvalho, Alferes Quartel Mestre (intendente) Lucas Evangelista Pinheiro, Alferes Secretário Elizeu Leite. Comandavam suas companhias os capitães Manoel do Nascimento Cardoso, Pedro de Alcântara de Macedo Lima, João Gualberto da Costa e Estevão Antônio Alves.

O 2º Batalhão era comandado pelo Coronel Joaquim Felix Belfort e suas companhias eram comandadas pelos capitães Tertuliano Belfort, João Augusto da Silva, Felix Lopes de Sá e Pedro Henrique de Noronha Filho.

O 3º Batalhão ficou sob a direta orientação do Coronel Antônio Veiga, e suas companhias sob o comando dos capitães Cândido de Souza Teles, Manoel Roriz de Oliveira, Damázio Pedro de Minimeia e João Florêncio Lameira. O 4º Batalhão era comandado pelo Coronel Antônio Pinto de Almeida, e suas companhias ao comando dos capitães Bento de Azevedo, João de Azevedo, Idelfino de Oliveira Tavares e Agildo de Araújo Maltês.

Levantaram-se recursos com comerciantes e proprietários no Contestado e foram concedidos títulos de Generais protetores do Exército do Amapá a personalidades eminentes do Amapá e Pará, entre eles o Dr. José Paes de Carvalho, Governador do Pará e Antônio José Lemos, Prefeito do Pará. Decorridos cerca de três meses da criação do Exército Protetor do Amapá, chegaram ao Triunvirato numerosas queixas contra Trajano, Delegado do Governo de Caiena.

O viajante.