Vacinação contra a aftosa no AP é prorrogada até dezembro, diz superintendência de Agricultura

Extensão do calendário ocorreu após dificuldades na imunização em meio à pandemia e apagão. Pecuaristas devem vacinar rebanho até 31 de dezembro e realizar declaração até janeiro. Realização da vacina contra febre aftosa Divulgação/Ascom Adepará A Superintendência Federal de Agricultura no Amapá (SFA/AP), representante do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), informou que foi prorrogada a campanha de vacinação contra a febre aftosa para o rebanho amapaense formado por 334 mil bubalinos e bovinos. Segundo a SFA/AP, a imunização acontece até 31 de dezembro e a comprovação da vacinação deve ser feita até 15 de janeiro de 2021. Em 2020, a campanha iniciou mais tarde, em 1º de outubro, e deveria seguir até 30 de novembro. No entanto, com a pandemia da Covid-19 e a crise energética que o Amapá viveu neste mês, os pecuaristas enfrentaram dificuldades para realizar a vacinação. “Em função da questão da Covid-19 e do apagão, a oferta de vacina no mercado local ficou prejudicada. Não haveria vacinas suficientes para vacinar todo o rebanho até a data prevista, que era 30 de novembro. Por solicitação da Associação dos Criadores de Animais do Amapá, eles pediram uma dilação desse prazo e foi concedida pelo Ministério até 31 de dezembro de 2020”, disse o superintendente Victor Torres. O pedido também foi feito pela Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Estado do Amapá (Diagro) e pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amapá (Faeap). Búfalos em regiões alagadas dificultam mobilização de criadores Divulgação/CGJ Torres também descreveu que não houve perda de vacinas durante a crise energética, porque as empresas conseguiram manter o que tinham no estoque porque tinham geradores de energia. No entanto, os pecuaristas não conseguiram comprar porque não tinham como armazenar as doses. O Amapá atingiu 97,1% de cobertura em 2019 e a meta é ultrapassar essa taxa, ou mantê-la, em busca da classificação de livre de febre aftosa sem vacinação (o estado foi o último do país a ser reconhecido como área livre da doença com imunização, em 2017). Imunização O risco de febre aftosa impede a comercialização da carne produzida no estado. O produtor que não imunizar está sujeito a punições como a proibição de vender ou transitar com o rebanho, além de multa. A vacina é adquirida em lojas de agropecuária e os próprios pecuaristas aplicam a medicação. Caso seja necessário, a Diagro vai até as propriedades realizar vacinações complementares ou compulsórias. Imunização pode garantir status de estado livre de aftosa Adilson dos Santos/Divulgação Após a imunização, o produtor terá que agendar a entrega da documentação com a aplicação das doses na sede da Diagro. A justificativa é necessária para acesso à Guia de Trânsito Animal (GTA). Antes prevista para 2020, a obrigação da vacinação ainda permanecerá até 2021, ressaltou a Diagro. O Amapá integra um bloco com os estados do Amazonas, Pará e Roraima, nos quais a transição de área livre de aftosa com para sem vacinação seja feita de forma simultânea. Em área livre com vacinação, a carne poderá ser exportada para o mercado interno e externo internacional. Veja o plantão de últimas notícias do G1 Amapá ASSISTA abaixo o que foi destaque no AP:

Vacinação contra a aftosa no AP é prorrogada até dezembro, diz superintendência de Agricultura
Extensão do calendário ocorreu após dificuldades na imunização em meio à pandemia e apagão. Pecuaristas devem vacinar rebanho até 31 de dezembro e realizar declaração até janeiro. Realização da vacina contra febre aftosa Divulgação/Ascom Adepará A Superintendência Federal de Agricultura no Amapá (SFA/AP), representante do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), informou que foi prorrogada a campanha de vacinação contra a febre aftosa para o rebanho amapaense formado por 334 mil bubalinos e bovinos. Segundo a SFA/AP, a imunização acontece até 31 de dezembro e a comprovação da vacinação deve ser feita até 15 de janeiro de 2021. Em 2020, a campanha iniciou mais tarde, em 1º de outubro, e deveria seguir até 30 de novembro. No entanto, com a pandemia da Covid-19 e a crise energética que o Amapá viveu neste mês, os pecuaristas enfrentaram dificuldades para realizar a vacinação. “Em função da questão da Covid-19 e do apagão, a oferta de vacina no mercado local ficou prejudicada. Não haveria vacinas suficientes para vacinar todo o rebanho até a data prevista, que era 30 de novembro. Por solicitação da Associação dos Criadores de Animais do Amapá, eles pediram uma dilação desse prazo e foi concedida pelo Ministério até 31 de dezembro de 2020”, disse o superintendente Victor Torres. O pedido também foi feito pela Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Estado do Amapá (Diagro) e pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amapá (Faeap). Búfalos em regiões alagadas dificultam mobilização de criadores Divulgação/CGJ Torres também descreveu que não houve perda de vacinas durante a crise energética, porque as empresas conseguiram manter o que tinham no estoque porque tinham geradores de energia. No entanto, os pecuaristas não conseguiram comprar porque não tinham como armazenar as doses. O Amapá atingiu 97,1% de cobertura em 2019 e a meta é ultrapassar essa taxa, ou mantê-la, em busca da classificação de livre de febre aftosa sem vacinação (o estado foi o último do país a ser reconhecido como área livre da doença com imunização, em 2017). Imunização O risco de febre aftosa impede a comercialização da carne produzida no estado. O produtor que não imunizar está sujeito a punições como a proibição de vender ou transitar com o rebanho, além de multa. A vacina é adquirida em lojas de agropecuária e os próprios pecuaristas aplicam a medicação. Caso seja necessário, a Diagro vai até as propriedades realizar vacinações complementares ou compulsórias. Imunização pode garantir status de estado livre de aftosa Adilson dos Santos/Divulgação Após a imunização, o produtor terá que agendar a entrega da documentação com a aplicação das doses na sede da Diagro. A justificativa é necessária para acesso à Guia de Trânsito Animal (GTA). Antes prevista para 2020, a obrigação da vacinação ainda permanecerá até 2021, ressaltou a Diagro. O Amapá integra um bloco com os estados do Amazonas, Pará e Roraima, nos quais a transição de área livre de aftosa com para sem vacinação seja feita de forma simultânea. Em área livre com vacinação, a carne poderá ser exportada para o mercado interno e externo internacional. Veja o plantão de últimas notícias do G1 Amapá ASSISTA abaixo o que foi destaque no AP: