Nova fase da Operação Queda da Bastilha: MP-AP e Polícia Federal cumprem mandado de busca e apreensão

O mandado foi pedido após serem encontrados indícios da prática de crimes e envolvimento do advogado

Nova fase da Operação Queda da Bastilha: MP-AP e Polícia Federal cumprem mandado de busca e apreensão

Na manhã desta quarta-feira (26), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Amapá (GAECO/MP-AP) e a Polícia Federal (PF) deram cumprimento a um mandado de busca e apreensão na residência de um advogado no bairro Cabralzinho, em Macapá. A ação faz parte da nova fase da Operação Queda da Bastilha, que investiga o envolvimento do suspeito com os demais presos que cometiam crimes dentro e fora do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (IAPEN).

O mandado foi pedido após serem encontrados indícios da prática de crimes e envolvimento do advogado com os investigados na referida operação, que iam além dos serviços profissionais com os clientes.

A operação Queda da Bastilha é uma investigação iniciada em janeiro de 2022, a partir da apreensão de um aparelho celular na posse de um líder de facção criminosa enquanto ele cumpria pena na enfermaria do IAPEN. No mês seguinte, foi apreendida uma caixa com drogas, uma arma de fogo, munições e muitos aparelhos celulares na cozinha do Instituto Penitenciário.

A partir daí, uma longa investigação foi realizada pelo MP-AP e a PF, sendo obtidas muitas provas que mostravam advogados, servidores do IAPEN, presos e um delegado de polícia civil, envolvidos em crimes de corrupção ativa e passiva, relacionados a organização criminosa, lavagem de dinheiro, uso de documentos falsos, dentre outros.

Desdobramento

Em decorrência das prisões e apreensões, na terça-feira (25), o MP-AP ofertou denúncia contra todos os investigados que, aguardam em prisão domiciliar ou estão em prisão preventiva, correspondendo ao ajuizamento das ações penais: 0047416-34.2022.8.03.0001; 0047418-04.2022.8.03.0001; 0047421-56.2022.8.03.0001; 0047422-41.2022.8.03.0001; e 0047424-11.2022.8.03.0001.

O investigado, líder da facção criminosa, foi transferido para presídio federal, pois já possui condenações por outros crimes.

 Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá