Amapá precisa investir 18 vezes mais para garantir metas de saneamento, diz estudo

Dados do Instituto Trata Brasil apontam que o estado tem 539 mil pessoas sem acesso à água tratada e 770 mil sem coleta de esgoto. Investimento anual no setor deve passar de R$ 6 milhões para R$ 141 milhões anuais Caesa/Divulgação O Amapá está entre os 24 estados brasileiros que precisam ampliar seus investimentos em saneamento básico, segundo levantamento do Instituto Trata Brasil divulgado pelo G1. Com investimento de R$ 6 milhões anuais, o estudo aponta que o estado deve aumentar o recurso 18,43 vezes para atingir as metas de cobertura da Lei do Saneamento Básico, sancionada em julho. O texto aprovado tem, entre outros objetivos, a meta de que o país precisa chegar a 2033 com 99% de sua população atendida com água tratada e com 90% coleta e tratamento de esgoto. Dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), com base em 2018, apontam que o estado tem 539 mil pessoas (65%) sem acesso à água tratada e 770 mil (92,9%) sem coleta de esgoto. Para atingir a meta, o estado deve elevar o investimento médio anual para R$ 141 milhões. Serviço de saneamento do estado será concedido à iniciativa privada Jorge Abreu/Arquivo G1 Outros 16 estados também têm média de investimentos muito abaixo da prevista para que a meta seja atingida: Acre, Ceará, Piauí, Maranhão, Rondônia, Pará, Amazonas, Goiás, Bahia, Tocantins, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraíba e Alagoas. No Amapá, o saneamento básico é gerido pela Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa), que está em processo de concessão para a iniciativa privada. Para a gestão da estatal, a medida é a solução mais viável para atingir as metas. "Dificilmente através de recurso próprio, através do governo do Estado, até mesmo de investimentos do poder público federal, nós iremos atingir. Hoje a nossa meta de atingir ao longo desses anos é através de uma concessão pública para que nós possamos universalizar a água e o esgoto", detalhou Valdinei Amanajás, diretor-presidente da Caesa. Valdinei Amanajás, diretor-presidente da Caesa Caio Coutinho/G1 Veja o plantão de últimas notícias do G1 Amapá ASSISTA abaixo o que foi destaque no AP:

Amapá precisa investir 18 vezes mais para garantir metas de saneamento, diz estudo
Dados do Instituto Trata Brasil apontam que o estado tem 539 mil pessoas sem acesso à água tratada e 770 mil sem coleta de esgoto. Investimento anual no setor deve passar de R$ 6 milhões para R$ 141 milhões anuais Caesa/Divulgação O Amapá está entre os 24 estados brasileiros que precisam ampliar seus investimentos em saneamento básico, segundo levantamento do Instituto Trata Brasil divulgado pelo G1. Com investimento de R$ 6 milhões anuais, o estudo aponta que o estado deve aumentar o recurso 18,43 vezes para atingir as metas de cobertura da Lei do Saneamento Básico, sancionada em julho. O texto aprovado tem, entre outros objetivos, a meta de que o país precisa chegar a 2033 com 99% de sua população atendida com água tratada e com 90% coleta e tratamento de esgoto. Dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), com base em 2018, apontam que o estado tem 539 mil pessoas (65%) sem acesso à água tratada e 770 mil (92,9%) sem coleta de esgoto. Para atingir a meta, o estado deve elevar o investimento médio anual para R$ 141 milhões. Serviço de saneamento do estado será concedido à iniciativa privada Jorge Abreu/Arquivo G1 Outros 16 estados também têm média de investimentos muito abaixo da prevista para que a meta seja atingida: Acre, Ceará, Piauí, Maranhão, Rondônia, Pará, Amazonas, Goiás, Bahia, Tocantins, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraíba e Alagoas. No Amapá, o saneamento básico é gerido pela Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa), que está em processo de concessão para a iniciativa privada. Para a gestão da estatal, a medida é a solução mais viável para atingir as metas. "Dificilmente através de recurso próprio, através do governo do Estado, até mesmo de investimentos do poder público federal, nós iremos atingir. Hoje a nossa meta de atingir ao longo desses anos é através de uma concessão pública para que nós possamos universalizar a água e o esgoto", detalhou Valdinei Amanajás, diretor-presidente da Caesa. Valdinei Amanajás, diretor-presidente da Caesa Caio Coutinho/G1 Veja o plantão de últimas notícias do G1 Amapá ASSISTA abaixo o que foi destaque no AP: