Um dia de ordenha na fazenda Espirito Santo na produção do queijo humanizado  

A ordenha do leite da fazenda Espirito Santo

Um dia de ordenha na fazenda Espirito Santo na produção do queijo humanizado   
fotos João Ataide

Quando o queijo chega na mesa basta sentar e deliciar do saboroso queijo de Amapá, produzido de forma artesanal seja de bovino ou de búfalo, a lida é grande que passa pela arrumação das vacas no curral a busca das que ficaram no campo, isso tudo as 4h, esteja chovendo ou não todo dia é assim.

“ Quando a vaca está cismada ela não vem o vaqueiro tem de pegar o cavalo e ir atrás. No meio tem bezerro rejeita, e quando a vaca se quebra tem de colocar outra no lugar, não é toda vaca que deixa tirar leite”, disse Naldo o responsável e braço direito da administração de Pablo.

Digo que o sabor do queijo de Amapá vem da lida com o gado de forma humanizada, os grandes produtores de derivados do leite trabalham na escala industrial, mecanizados ou semi-mecanizado. Na fazenda espirito santo, onde acompanhei a lida por três dias, presenciei uma forma da produção do queijo, da ordenha a mesa do consumidor.

As 4 da manhã os vaqueiros já estão no curral separando os bezerros das vacas, para um lado ficam os bezerros e do outro a vaca. No momento em que estão separados o chefe, Naldo, percebe que nem todas as vacas a leiteiras estão, nesse momento ele liga a um vaqueiro para ir ao campo buscar um lote que por razões explicadas pelo Pablo não voltaram: esse lote ficou se alimentando de numa ponta de mato que durante o dia é muito quente então quando a quentura passa as vacas ficam lá.

Com o curral arrumado cada um com um balde em mãos senta sob um banquinho e em vaca por vaca ordenha o leite. Que é levado a outro reservatório com um pano branco na boca, esse leite é coado. Cada vaca ordenhada segue para fora do curral com o seu bezerro. Assim como as mães que abandonam os filhos, tem as vacas que abandonam os bezerros é nessa hora que os bezerros “rejeitados” aproveita para disputar a teta das vacas para se alimentar.

A ordenha das quase 100 vacas leva Das 4 às 8 para então o queijo ser levado a outro local para ter início a produção do queijo, humanizado, pois o cuidado com esse manejo tem como o resultado o sabor do queijo de Amapá.