A crise climática é uma realidade na agricultura familiar de Amapá

Os impactos do aquecimento do planeta, impulsionado principalmente pela ação humana.

Sep 19, 2022 - 07:20
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A crise climática é uma realidade na agricultura familiar de Amapá
Fotos João Paulo

Para entender a questão é necessário entender o que é a crise climática:

Os impactos do aquecimento do planeta, impulsionado principalmente pela ação humana, nunca estiveram tão evidentes. Relatórios do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) nos alertam que fenômenos climáticos extremos, cada vez mais intensos e frequentes, estão se agravando rapidamente. Danos causados a alguns ecossistemas já são irreversíveis. (Fonte https://www.greenpeace.org/)

Essa é uma pauta que poucos estão discutindo, ainda que vários acordos internacionais tenham sido assinados. As negociações internacionais sobre mudança do clima têm como marco inicial a criação da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), em 1992, que deu início às reuniões da Conferência das Partes (COP, na sigla em inglês).

Segundo o site de notícias. ambientebrasil.com.br o calor extremo vem causando altas taxas de estresse térmico, redução do desempenho físico e psicológico das pessoas e, consequentemente, a morte, pode ser o futuro da população do Amapá, devido ao desmatamento e às mudanças climáticas na região amazônica. É o que indica um estudo feito por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP). O grupo avalia que mais de 12 milhões de nortistas, inclusive amapaenses, estão sob risco de morte por calor até 2100.

Contudo, a necessidade de comprovar que a crise climática já nos atinge e sem nos darmos conta disso. Uma das evidências é a mudança de produção da agricultura familiar do município de Amapá, conforme entrevista com o senhor João Paulo, agricultor de melancia no município de Amapá, distante da capital Macapá, cerca de 300 km com uma população 9.187 (IBGE 2020): “como eu sou nascido e criado no município de Amapá, eu venho observando já alguns anos e comentando com outras pessoas essa mudança. É muito quente, aqui em Amapá, muito quente mesmo, então, agente ver que está mudando, zona rural principalmente, então eu vejo muitos trabalhadores rurais comentando que a partir das 11 horas, não tem mais como permanecer dentro do roçado, antes a gente ficava até as 12 hs, ia tranquilo, mas agora não tem como. Quer dizer que eles estão indo trabalhar mais cedo, para sair mais cedo, então, antes voltava-se as 13 h, agora vai às 14 h largando as 18hs.

Essa temperatura atinge a produção de alguma forma? Sim, ela atinge, aqui temos um plantio fora de época, nós fazíamos esse plantio, mas não vem funcionando, pois chega a estiagem muito forte no mês de setembro, em outubro já não tem chovido aqui, esses dois meses contribui para ser ruim a produção de qualquer cultura que seja. Eu fiz uma pequena produção em 2021 de melancia, ela foi toda comprometida pela temperatura, minha safra foi toda comprometida por causa disso”.

Contudo, tem algumas iniciativas que, mas parece tentar conviver com a questão climática ao ter de aceitar a existência da questão climática, como o projeto reniva que são sementes de mandioca com qualidade genética e fitossanitária. A tecnologia empregada por meio do projeto permite, desde 2012, a reprodução do material da Embrapa em larga escala na Biofábrica, de maneira economicamente viável, com o apoio do Governo da Bahia, por meio da Secretaria do Desenvolvimento Rural (Fonte https://www.biofabrica.org.br/).

#redeénóis

Por João Ataíde

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João Ataide João Ataide, reporte e administrador do Portal O Viajante.