O queijo da fazenda Espirito Santo em Amapá: receita familiar
Conheça a história da produção de um dos queijos mais saborosos da região

A produção do queijo da fazenda Espirito Santo, produção artesanal resultado da organização familiar, tudo funciona seguindo a hierarquia, onde o pensar do patriarca é seguido sob a supervisão dos gêmeos: Fábio e Pablo Cambraia o Pablo administra tudo o que é planejado na planilha pelo irmão casula Fabricio Cambraia.
Quem entra em Amapá pela AP426 passa por uma placa dizendo temos queijo, quem foi o visitante de Amapá que nunca comprou um queijo? Antes de entrar nesse universo da produção artesanal, vamos conhecer um pouco da história da família, sendo um pouco da história dessa fazenda e por consequente de um dos melhores queijos da região.
A fazenda Espirito Santo é de propriedade de Waldenir Cambraia de 77 anos, um agente administrativo que sonhou ter um lugar para criar seu gado, casado com dona, Maria Cambraia 76 anos professora, que formaram uma família de 4 filhos, três homens e uma mulher. “Lembro de minha infância andando nessa BR156 numa Brasília, minha irmã, Verônica Cambraia, vinha em cima do motor do carro, nosso pai sempre andou com a família, nunca deixou nenhum de nós para trás” disse Fábio. Essas terras pertenceram ao Avó Waldemar Cambraia, conforme relatos o seu Waldenir Cambraia conseguiu manter a fazenda com pouco recurso financeiro e não tinha muita pretensão do auto sustentação do lugar, mas que no fim sempre apoia a decisão dos filhos.
A fazenda é administrada por Pablo Cambraia, pense num cidadão inteligente, “como não durmo muito, tenho bastante tempo para pensar”, se referindo a uma pergunta minha. Pablo não tem meias-palavras vai direto ao ponto e como ninguém desenvolve um manejo do gado, no modo dele. A divisão da área da fazenda inclui até o lugar onde o boi vai fazer “cocô”, segundo o Fábio é o homem dinheiro. De um lado ele organiza o boi de corte e do outro funciona a parte do leite e produção do queijo. Imagina num meio do lote de gado identificar a vaca-leiteira? Pablo criou uma estratégia, as vacas-leiteiras assim como as descendentes recebem um ferro com a letra V de vaidosa, pois conforme ele diz, “quando a vaca é brada, nem adianta tentar, que ainda dar prejuízo”. Entre os irmãos cada qual recebe uma função na organização do que a fazenda se transformou para a auto sustentação e quer saber, não tem quem não se motive, passar uma manhã ao lado de Fábio e Pablo, e sobretudo testemunhar o quanto que uma união e respeito familiar é fundamental. O tratamento entre eles é de maninho, mana, papai mamãe e os funcionários são tratados como membros da família, cabe ao braço direto na administração da fazenda ao Jucinalnaldo dos Santos a missão de fazer o queijo artesanal da fazenda.
Atualmente a produção é de 120 litros de leite diário para uma produção de 12 quilos de queijo diários o faturamento consegue sustentar e pagar os funcionarios, que ainda conta na produção de manteiga, doce de leite e outros derivados. A venda de toda produção acontece na cidade de Amapá, contudo, a fazenda está ampliando o mercado e já consegue mandar queijo para outros municípios por encomendas atendidas para divulgar a marca que tem agora um selo.
A produção do queijo obedece às etapas cumprida à risca com início da ordenha por volta das 5 h, após o leite é deixado para coalhar, essa parte leva 12 horas. No dia da visita o Naldo fervia 60 litros de leite por 3 h para 7 quilos de queijo. Após fervido espreme manualmente, depois desfia, volta ao fogo para fritar com manteiga tirada da nata e direto para forma e o queijo está pronto.
A fazenda segue em consonância com a publicação do Decreto 9.918/2019, que cria e regulamenta a concessão do Selo ARTE para produtos artesanais de origem animal, o Congresso Nacional sancionou a Lei nº 13.860 que dispõe sobre a elaboração e a comercialização de queijos artesanais e dá outras providências. Essa Lei define, dentre outras coisas, como será caracterizado o queijo artesanal: produto elaborado por métodos tradicionais, com vinculação e valorização territorial, regional ou cultural, conforme protocolo de elaboração específico estabelecido para cada tipo e variedade, e com emprego de boas práticas agropecuárias e de fabricação.
Em nossa visita da rede de comunicadores de Amapá (RCA), nos quais integram: canal Freedrone1, Nambo Aventureiro e o Viajante, para a gravação da produção do queijo formos muito bem recebido e ao final ainda saímos com um pote de meio quilo cada. Para quem quiser comprar o Fábio faz reserva de encomendas Cambraia [Celular] 988030032.
O Viajante.
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